OCDE revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,8% em 2026

OCDE revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,8% em 2026

A economia portuguesa deverá crescer 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que representam uma revisão em baixa face às estimativas de dezembro.

Lusa /
RTP

Estas previsões são mais pessimistas do que as do Governo, que também reviu as estimativas para este ano para um crescimento de 2%, segundo o Relatório Anual de Progresso de 2026 entregue a Bruxelas em abril.

No Economic Outlook divulgado hoje, a OCDE sinaliza que os preços mais altos da energia irão impactar a economia portuguesa e que a inflação deverá atingir um pico de 3,2% em 2026.

Por outro lado, os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o mercado de trabalho 'quente', os cortes permanentes de impostos e o apoio orçamental temporário "irão amortecer o impacto dos preços da energia e das tempestades severas na procura interna em 2026", projeta a organização.

Já o crescimento das exportações "aumentará progressivamente com a procura externa ao longo de 2027".

No que diz respeito aos riscos, a OCDE alerta que "uma queda adicional na taxa de poupança das famílias e uma evolução salarial mais forte do que o esperado poderão fortalecer o consumo, mas também alimentar a inflação", enquanto uma "implementação incompleta dos projetos financiados pelo PRR ou interrupções prolongadas nos mercados de energia podem prejudicar as perspetivas".

No arranque deste ano, "eventos climáticos extremos e o conflito em evolução no Médio Oriente desaceleraram a atividade económica", enquanto a inflação subiu para 3,3% em abril, "impulsionada por um forte aumento nos preços dos combustíveis e pelos preços ainda elevados dos alimentos, enquanto a inflação subjacente ficou em 2,1%".

A OCDE prevê que a inflação vai atingir 3,2% em 2026 e depois abrandar para 2,5% em 2027, à medida que os preços internacionais da energia caírem e as pressões sobre os preços dos serviços diminuírem lentamente.


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